UX

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Como fazer pesquisa com usuário em produto B2B

Em B2B a dificuldade não é método, é acesso. Cinco conversas bastam, e existem quatro caminhos para consegui-las.

Em B2B a dificuldade não é método, é acesso. Cinco conversas bastam, e existem quatro caminhos para consegui-las.

Em produto B2B, a dificuldade de fazer pesquisa com usuário muitas vezes aparece antes da entrevista. É acesso. Você vende para uma empresa. Quem assina o contrato talvez seja um diretor, quem administra o sistema é um coordenador, quem aprova determinadas configurações está no financeiro ou em TI. E quem passa seis horas por dia dentro da interface é um analista que o time de produto nunca conheceu.

Entre designer e usuário existem contrato, Customer Success, gestor, política interna, permissão, agenda — e, às vezes, o receio de que uma conversa de pesquisa vire uma reunião de reclamações. É por isso que pesquisa B2B precisa ser desenhada não apenas em torno do método. Você também precisa desenhar o caminho até a pessoa certa.

O usuário que você quer entrevistar pode estar três relações abaixo do comprador

Imagine um SaaS financeiro. A venda foi feita para o CFO. A implantação aconteceu com um gerente financeiro. O administrador da conta é um coordenador. Quem concilia centenas de transações todos os dias é um analista. Agora Produto pede:

Podemos conversar com alguém que usa conciliação diariamente?

O pedido chega ao gerente da conta. Ele olha para uma conta saudável e pensa:

Por que vamos incomodar o cliente?

Esse comportamento não é necessariamente resistência à pesquisa. Existe um incentivo legítimo. Customer Success é responsável pela relação. Talvez o cliente tenha acabado de passar por uma implantação cansativa, talvez exista uma negociação de renovação, talvez a equipe esteja sobrecarregada, talvez uma reunião mal conduzida realmente possa criar ruído. O erro é tratar essa pessoa como obstáculo. Ela precisa virar parceira do processo.

“Preciso falar com usuários” é um pedido ruim

É amplo demais. Compare:

Precisamos de alguns usuários da Acme para pesquisa.

com:

Queremos conversar por 30 minutos com duas pessoas que fazem conciliação pelo menos três vezes por semana. Não é reunião comercial nem avaliação da conta. Queremos entender como elas identificam divergências e o que fazem depois de encontrá-las.

A segunda versão reduz incerteza para todo mundo. Quem faz a ponte sabe quem procurar, quanto tempo vai levar, qual assunto será discutido, o que não será discutido e por que aquela pessoa foi escolhida. Em B2B, recrutamento também é comunicação de produto. Quanto mais genérico o pedido, maior a chance de alguém protegê-lo dizendo não.

Customer Success pode ser a melhor porta de entrada

O mesmo gerente que bloqueia uma conversa vaga pode ser a pessoa que melhor sabe quem entrevistar. Ele sabe quem realmente opera, quem é champion, quem reclama, quem quase não entra, quem adotou rápido, quem depende de planilha, quem usa o produto de um jeito inesperado. Produto não deveria procurar CS apenas quando precisa de cinco nomes. Uma relação melhor é:

Estamos tentando entender este comportamento. Quem da sua base representa situações diferentes?

Isso transforma Customer Success em parceiro de amostragem. E existe uma contrapartida importante. Depois da pesquisa, devolva algo útil. Não a gravação, não uma lista de frases atribuídas ao cliente. Uma síntese:

Em quatro contas observamos que a conciliação termina fora do produto porque falta informação X.

Agora CS também recebe valor pela abertura que criou.

Antes de recrutar, descubra de qual usuário você precisa

“Usuário B2B” é uma categoria ampla demais. No mesmo contrato podem existir:

  • Comprador: decide se vale pagar.

  • Champion: defende a adoção internamente.

  • Administrador: configura conta, usuários, integrações e permissões.

  • Gestor: acompanha resultado.

  • Operador: executa a tarefa repetidamente.

  • TI ou Segurança: avalia integração, acesso e risco.

Esses papéis podem estar na mesma pessoa ou distribuídos em seis. E eles observam produtos diferentes dentro do mesmo software. O comprador pergunta se isso reduz custo. O administrador, se consegue configurar sem chamar ninguém. O operador, se consegue terminar o trabalho hoje. TI, como autenticação e permissões funcionam. Todos estão falando sobre o mesmo SaaS. As respostas não são intercambiáveis.

Quem compra e quem usa podem querer coisas diferentes

Essa é uma das diferenças mais importantes de B2B. Imagine um produto de gestão financeira. O diretor valoriza dashboard executivo, controle, auditoria, integração e previsibilidade. O analista valoriza ação em lote, atalhos, filtros, velocidade e menos retrabalho.

Você pode construir um produto excelente para vender e desagradável para operar. Também pode construir um produto adorado pelo operador que não produz argumento suficiente para a renovação do contrato. Por isso pesquisa B2B frequentemente precisa atravessar dois níveis: valor para quem decide comprar ou renovar e uso para quem precisa produzir resultado dentro da ferramenta. São perguntas diferentes.

Evite entrevistar chefe e subordinado juntos quando a hierarquia importa

Pode parecer eficiente:

Já que estão os dois aqui, fazemos uma conversa só.

Só que dinâmica organizacional muda o que alguém diz. Imagine perguntar ao analista, na frente do diretor:

O que vocês fazem fora do sistema porque aqui não funciona?

A resposta pode ser muito diferente da que apareceria numa conversa individual. Nem sempre isso é problema. Uma sessão conjunta pode ser ótima para entender processo compartilhado. Mas se você quer ouvir frustração, atalho, erro, workaround, comportamento que contraria processo ou dificuldade com uma ferramenta escolhida pelo gestor, entrevistas separadas costumam produzir um contexto mais seguro. Em B2B, quem está na sala também faz parte do desenho do estudo.

Cinco usuários não é uma regra para pesquisa B2B

Essa é uma confusão comum em UX. A Nielsen Norman Group recomenda aproximadamente cinco participantes em muitos testes qualitativos de usabilidade. A lógica é iterativa: você testa uma interface com um pequeno grupo representativo, encontra problemas, corrige e testa novamente. Adicionar cada vez mais pessoas à mesma rodada tende a produzir retornos decrescentes.

Mas isso não significa que toda pesquisa qualitativa precisa de cinco pessoas. Muito menos que cinco entrevistas representam seus clientes B2B. O número depende da pergunta.

Cinco pessoas podem representar um grupo. Não cinco empresas diferentes por acidente.

Imagine que você tenha dois operadores, um diretor, um administrador e um profissional de TI. São cinco participantes. Mas praticamente nenhuma pergunta foi repetida dentro do mesmo perfil. Você não tem “cinco usuários”. Tem pequenas amostras de quatro populações diferentes.

A própria orientação da NN/g ressalta que, quando existem grupos de usuários distintos, o número de participantes precisa ser considerado por grupo, conforme a diferença entre eles. Em B2B isso é especialmente importante. Um produto pode atender PME e enterprise, cliente novo e antigo, admin e operador, quem usa diariamente e quem usa mensalmente. Não tente representar todas as combinações numa única rodada pequena. Defina primeiro: qual decisão queremos tomar e qual grupo consegue nos dar evidência para ela?

Para entrevistas exploratórias, não existe número mágico

Se o objetivo é entender:

como equipes financeiras fazem fechamento mensal?

isso não é um teste de usabilidade de uma única interface. Você está investigando contexto, processo, responsabilidades, ferramentas e exceções. Nesse tipo de pesquisa, eu não começaria pelo número cinco. Começaria pela diversidade relevante: empresa pequena e grande, operação centralizada e distribuída, usuário experiente e cliente recém-implantado.

Você começa com uma amostra pequena e adiciona entrevistas enquanto elas ainda mudam materialmente seu entendimento e a decisão que precisa ser tomada. O número é consequência da pergunta. Não o método inteiro.

Começar pequeno continua sendo melhor que esperar a pesquisa perfeita

Corrigir a regra dos cinco não significa transformar pesquisa B2B num projeto de três meses. Se você consegue uma conversa hoje, faça uma conversa. Só não transforme:

uma pessoa disse

em:

nossos clientes querem.

A evidência correta é:

um operador de uma conta enterprise mostrou este comportamento. Precisamos descobrir se ele aparece em outros contextos relevantes.

Uma entrevista pode gerar uma ótima hipótese. Ela só não representa automaticamente uma população. Essa diferença permite trabalhar rápido sem fingir certeza.

Onboarding é uma boa oportunidade de recrutamento

Cliente novo costuma ser mais acessível. Existe agenda, existe contato com implementação, existe expectativa de conversar com a empresa fornecedora. Isso torna onboarding uma excelente oportunidade para recrutar pesquisa.

Mas eu não transformaria silenciosamente uma reunião de treinamento em sessão de pesquisa. Os objetivos são diferentes. Durante treinamento, a pessoa espera aprender. Durante pesquisa, você quer observar sem ensinar antes da hora. Uma alternativa simples:

Estamos estudando como novos clientes configuram o produto. Você toparia uma conversa de 30 minutos depois desta implantação para mostrar como foi sua primeira experiência?

Agora existe consentimento claro e outro contexto. E existe uma vantagem enorme: essa pessoa ainda não decorou o produto. As dúvidas iniciais estão frescas.

Suporte é outra ótima porta

Alguém abriu um chamado sobre determinada tarefa. Essa pessoa acabou de demonstrar que usa aquele fluxo, encontrou um problema e aceitou conversar com a empresa. Depois de resolver o chamado, pode existir uma oportunidade:

Estamos tentando entender melhor esse tipo de situação para melhorar o produto. Você toparia conversar 20 minutos com nosso time de produto em outro momento?

Isso reduz bastante o problema de recrutamento. Mas existe um cuidado. Não pesquise apenas quem reclama. Usuários de suporte formam uma amostra enviesada para atrito. Também vale entender quem consegue executar sem suporte, usa intensamente, abandonou a feature, encontrou um workaround ou nunca adotou. Cada grupo responde uma pergunta diferente.

Clientes que cancelaram podem contar outra parte da história

Churn também pode ser um ponto de recrutamento. Mas eu evitaria assumir que existe uma janela universal de duas semanas ou que ex-cliente sempre será mais sincero. Depende da relação. Alguns estão frustrados, outros simplesmente mudaram de prioridade, outros não lembrarão detalhes meses depois.

O interessante é criar um processo para que Produto possa pedir conversas quando houver uma pergunta específica. Por exemplo:

Queremos entender o que deixou de funcionar na rotina antes da decisão de cancelamento.

Não:

Por que você cancelou?

A primeira abre história. A segunda pede racionalização.

Incentivo não precisa ser brinde

Em B2C, recrutamento frequentemente envolve pagamento direto ao participante. Em B2B, isso pode ser mais complicado: algumas empresas têm políticas que impedem funcionários de receber recompensas pessoais. Mas existem outras formas legítimas de tornar a conversa valiosa: acesso antecipado a uma funcionalidade relevante, participação em um conselho de clientes, oportunidade de influenciar uma área que realmente utiliza, retorno consolidado sobre aprendizados quando apropriado.

O importante é não transformar isso em:

participe e nós construiremos o que você pedir.

Pesquisa não é votação de roadmap.

Quando você só consegue falar com o comprador, mude as perguntas

Às vezes o acesso ao operador realmente não vem. Ainda existe informação útil com comprador ou gestor. Só não pergunte sobre uma experiência que ele não vive. Evite:

O fluxo de conciliação é fácil?

se ele nunca conciliou. Pergunte sobre coisas que ele consegue observar: quando foi a última vez que alguém da equipe trouxe um problema relacionado à conciliação, o que ainda acontece fora do sistema, que tarefas dependem de planilha, onde a equipe ainda precisa de ajuda manual, o que seria interrompido se o produto desaparecesse amanhã, que informação ele procura antes de decidir renovar. Agora você está coletando relato dentro do campo de visão daquela pessoa.

Pergunte pelo passado antes de pedir previsão

Uma das perguntas mais sedutoras em pesquisa é:

Você usaria uma funcionalidade que faz X?

Ela parece muito clara. Também é extremamente fácil responder sim. Não existe custo, nenhuma mudança de hábito, nenhum orçamento, nenhuma implementação. Uma pergunta melhor:

Na última vez que isso aconteceu, o que você fez?

Agora existe comportamento. Se a pessoa responde:

exportei para Excel, mandei para o financeiro e fiquei quarenta minutos ajustando.

você tem um problema concreto para investigar. Se responde:

nunca precisei disso.

também aprendeu alguma coisa importante. O objetivo não é impedir usuários de falar sobre futuro. É evitar tratar intenção declarada como comportamento confirmado.

Planilha paralela é pista, não diagnóstico

Esse é um sinal especialmente interessante em B2B. Você construiu um módulo completo. O usuário exporta e continua tudo no Excel. Existe algo ali. Talvez o produto não tenha uma informação, talvez o cliente precise combinar dados externos, talvez o Excel seja mais flexível, talvez exista uma obrigação interna, talvez a organização tenha um template corporativo, talvez a pessoa apenas prefira a ferramenta que domina.

A conclusão não é automaticamente:

nosso produto falhou.

A pergunta é: por que o trabalho precisa continuar fora daqui? É uma excelente abertura de entrevista.

Analytics ajuda a escolher onde conversar

Pesquisa B2B fica muito mais eficiente quando começa com comportamento que o produto já registra. Imagine descobrir que 60% das pessoas começam uma configuração, 25% concluem e a maior queda acontece numa etapa específica. Você não precisa perguntar:

Em qual tela existe problema?

Já existe um lugar para investigar. A pesquisa pode começar:

Me mostre o que você entende que precisa acontecer nesta etapa.

Dados ajudam no onde. Conversa adiciona contexto sobre o que estava acontecendo para aquela pessoa. Os dois se complementam.

Seats comprados e seats usados podem ser um sinal importante

Em SaaS B2B, vale acompanhar algo como:

40 licenças contratadas
7 usuários ativos

Isso não prova que o cliente vai cancelar. Talvez sete pessoas sejam exatamente as que precisam usar. Talvez as outras licenças tenham sido compradas preventivamente. Talvez o valor esteja concentrado em um único workflow. Mas existe uma pergunta boa ali: o contrato pressupõe uma adoção que não aconteceu? Essa diferença pode afetar percepção de valor e conversa de renovação. Use como sinal para investigação, não como sentença sobre churn.

Suporte já contém pesquisa que o time pagou para produzir

Chamados são um corpus valioso. Eles mostram vocabulário real, dúvidas recorrentes, erros, tarefas difíceis, estados que a interface não explica, expectativas quebradas. O cuidado é não transformar:

temos 300 tickets sobre isso

em:

esse é o maior problema do produto.

Alguns problemas geram ticket. Outros geram abandono silencioso. Alguns usuários pedem ajuda. Outros desistem. Suporte é uma fonte. Não o universo inteiro.

Features sem uso merecem pergunta antes de remoção

Analytics mostra que quase ninguém abre uma tela. Existem várias explicações: ninguém precisa, ninguém encontra, só um perfil específico usa, o nome não comunica valor, existe alternativa melhor, a feature foi construída para fechar uma venda e cumpriu outra função. Uma métrica de uso baixo não responde qual dessas é verdadeira. Mas transforma a feature em um ótimo objeto de pesquisa.

Quando você precisa fazer X, onde começa?

Se ninguém sequer menciona a funcionalidade que construímos para X, agora temos um problema de descoberta, adequação ou ambos.

Não desperdice conversas raras com pesquisa improvisada

Se conseguir acesso é difícil, trate cada sessão como recurso caro. Não significa tornar o processo burocrático. Alguns cuidados já melhoram muito.

Antes: defina qual decisão a conversa deve informar, escolha participantes que realmente conheçam aquele contexto, prepare um roteiro curto, alinhe quem vai facilitar e quem vai observar.

Durante: peça autorização antes de gravar, não faça CS ou liderança responder pelo participante, use perguntas abertas, peça exemplos reais, deixe silêncio acontecer.

Depois: registre os principais fatos e evidências enquanto a sessão ainda está fresca, separe observação de interpretação, procure padrões entre sessões, documente também contradições.

Gravação ajuda. Não substitui análise.

As mesmas perguntas ajudam a comparar. O roteiro não precisa virar interrogatório.

Existe vantagem em perguntar algumas coisas parecidas para diferentes participantes. Se você está investigando fechamento financeiro, talvez todas as conversas incluam: me conte sobre o último fechamento, onde você começou, em que momento precisou sair do produto, onde houve retrabalho. Agora existem pontos comparáveis.

Mas entrevista qualitativa também precisa seguir o que aparece. Uma pessoa menciona que o problema só ocorre quando existe estorno. Explore. Outra mostra uma planilha que ninguém do time sabia que existia. Abra essa trilha. O roteiro cria consistência. Não deveria impedir descoberta.

O maior erro em B2B é misturar evidências de papéis diferentes

Imagine os seguintes resultados: o CFO quer dashboard consolidado, o operador quer edição em lote, TI quer SSO. Agora o relatório diz:

usuários querem dashboard, ações em lote e SSO.

Não. Três papéis diferentes querem coisas diferentes por motivos diferentes. Essa distinção precisa sobreviver à síntese. Senão Produto recebe uma lista de features sem entender quem precisa, em qual contexto, qual problema e qual consequência. Pesquisa B2B fica muito mais útil quando findings preservam papel e situação.

O insight deveria chegar à decisão

Uma pesquisa não termina em “entrevistamos seis clientes”, nem em “estes foram os principais temas”. A pergunta final é: o que sabemos agora que muda uma decisão? Talvez:

não vamos construir dashboard porque descobrimos que o problema acontece durante exportação.

vamos testar uma mudança no fluxo com operadores antes de ampliar para toda a base.

precisamos investigar admins separadamente porque permissões estão bloqueando adoção antes do trabalho operacional.

não encontramos evidência suficiente para priorizar a feature pedida.

Essa é a diferença entre pesquisa como documentação e pesquisa como Product Design.

Pesquisa B2B começa pelo acesso, mas não termina nele

Se acesso é difícil, use as portas que já existem: onboarding, suporte, Customer Success, conselhos de clientes, contas recém-implantadas, usuários intensivos, clientes que diminuíram uso, clientes que saíram. Mas escolha cada participante pela pergunta que precisa responder. Não porque foi quem aceitou entrar na reunião.

Você não precisa de cinquenta entrevistas para começar. Também não precisa fingir que cinco pessoas representam toda a sua base. Precisa de evidência suficiente para reduzir a incerteza da decisão que está na mesa. Às vezes isso vem de três conversas com o mesmo perfil. Às vezes exige comparar vários papéis. Às vezes a próxima evidência não é entrevista: é analytics, teste de usabilidade, observação, suporte, dados comerciais. O método vem depois da pergunta.

Em B2B, existe uma etapa ainda anterior: conseguir chegar à pessoa que realmente vive o problema. Quando isso vira parte do processo de produto, pesquisa deixa de depender de uma operação especial que acontece duas vezes por ano. Ela começa a acompanhar as decisões conforme elas aparecem.

Vale ler junto User research: entenda seu usuário antes de criar, onde a discussão é justamente como escolher método a partir da decisão que o time precisa tomar.

Quando Produto ainda não tem rotina, acesso ou capacidade para conduzir esse ciclo de forma consistente, estruturar as primeiras rodadas também faz parte do trabalho da Uxbrand em SaaS e produtos B2B.

Fontes

Nielsen Norman Group. How Many Test Users in a Usability Study?, Jakob Nielsen, 3 de junho de 2012. A recomendação de aproximadamente cinco participantes se refere a testes qualitativos de usabilidade e enfatiza iteração com pequenos estudos em vez de concentrar todo o orçamento numa única rodada grande.

Nielsen Norman Group. Qualitative Usability Testing: Study Guide. A orientação atual descreve cerca de cinco participantes por grupo como referência para testes qualitativos de usabilidade e reforça a importância de recrutar pessoas representativas das tarefas e públicos estudados.

Nielsen Norman Group. Checklist for Planning Usability Studies. Para estudos qualitativos tradicionais, recomenda aproximadamente cinco participantes e ressalta que, quando há grupos de usuários distintos, o tamanho da amostra precisa ser considerado por grupo. Estudos quantitativos exigem amostras maiores.

A recomendação de cinco participantes não é utilizada neste artigo como regra para entrevistas exploratórias, pesquisas B2B em geral ou estudos quantitativos.

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